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Transamazônica, uma rodovia que não leva a lugar nenhum

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Transamazônica, uma rodovia que não leva a lugar nenhum

A Rodovia Transamazônica foi um ambicioso projeto da época da Ditadura Militar, que visava assentar colonos na Floresta Amazônica.

 

Transamazônica
Brasil, Pará, Altamira, 22/08/1972, Trator faz terraplenagem durante a construção da segunda etapa da rodovia. O trecho inicia em Altamira e segue em direção ao rio Repartimento. A construtora Mendes Júnior detinha a concessão de construção deste trecho. Pasta:51884 – Crédito:SOLANO JOSÉ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:3875

A Rodovia Transamazônica, ou BR-230, foi construída durante a presidência de Emílio Garrastazu Médici.

As obras começaram em 1969, só que se estenderam até 1972, sendo chamadas de “faraônicas”, devido à sua grandiosidade.

Realizada durante a Ditadura Militar, é a 3ª rodovia brasileira em extensão, posto que mede 4.260km. Ela liga as cidades de Cabedelo, na Paraíba, a Lábrea, no Amazonas.

Ela é tão grande que corta sete Estados, a saber: Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

Considerável parte dela ainda não é asfaltada, ficando praticamente intransitável no período das chuvas.

Contexto Histórico

A intenção de se construir a Transamazônica foi ligar a Região Norte com o restante do Brasil.

Inicialmente era uma estrada bem planejada e que interligaria as regiões Norte e Nordeste, com o Equador e o Peru.

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Os construtores da longa estrada perdiam a comunicação com seus familiares, num isolamento que podia durar meses.

A chegada e a partida eram feitas em aviões pequenos e que pousavam em pistas improvisadas.

Calcula-se que por volta de quatro mil trabalhadores tenham sido enviados à região para trabalhar na estrada.

Ela teria oito mil quilômetros asfaltados, só que foi inaugurada em 27 de agosto de 1972 ainda inacabada.

Diante das muitas dificuldades enfrentadas e da falta de recursos, o trajeto foi diminuído para 4 977 km, até Benjamin Constant.

No final das contas, no entanto, as obras se interromperam em Lábrea, no Amazonas, totalizando apenas 4.260km.

Informações Relevantes

A Transamazônica é considerada uma rodovia transversal, posto que corta o Brasil no sentido Leste-Oeste.

Com 4.260km de extensão, é tida como a 3ª mais longa rodovia brasileira, ligando Cabedelo/PB a Lábrea/AM.

Ela passa por importantes cidades paraenses, como Altamira, Marabá e Itaituba.

Na Paraíba, ela liga João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras.

Essas cidades têm um grande desenvolvimento econômico, além de propiciarem a circulação de mercadoria e de pessoas.

Estrada Transamazonica nova odessa fatos e eventos (3)

 

No trajeto pela Paraíba, a estrada tem 147,6 quilômetros de extensão asfaltados e duplicados.

Essa excelente infraestrutura contribui para o escoamento das riquezas produzidas na região.

Mas a parte que não está ainda pavimentada fica intransitável na época das chuvas, que é entre outubro e março.

A Transamazônica tem também um saldo negativo, posto que propiciou um genocídio de várias nações indígenas.

Houve também um estímulo ao desmatamento, já que a região da estrada perdeu considerável cobertura vegetal.

Por que a Transamazônica é considerada um fracasso?

A Rodovia Transamazônica foi um ambicioso programa de desenvolvimento de reassentamento econômico.

Só que para muitos é considerada um grande fracasso, tendo em vista o que nela se gastou e o resultado não alcançado.

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ESTRADAS DE RODAGENS= Ministro MARIO ANDREAZZA em visita à Transamazônica 08.07.1972

O presidente Médici estava disposto a combater a miséria no Nordeste e para isso teria que promover uma reforma agrária.

Criou então um Plano de Integração Nacional, dando prioridade à construção da Transamazônica.

A intenção era instalar meio milhão de colonos na Floresta Amazônica.

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O plano era assentar essa gente toda ao longo da rodovia, posto que viveriam em agrovilas construídas a cada 10Kms.

Cada família receberia uma gleba de 100 hectares, além de um salário-mínimo por um tempo.

Em contrapartida, teriam que transformar a floresta em terras agrícolas.

Ocorre que não se pensou na preservação ambiental, desconsiderando-se que a camada fértil do solo é estreita.

Com a falta de nutrientes, o solo se esgotou com rapidez.

Por outro lado, sem a cobertura da floresta, a erosão avançou e tornou a terra inútil.

Some-se a isso a falta de pavimentação da estrada, que a tornava intransitável por metade do ano.

Conhecimento Científico

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