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Ar-condicionado todo cuidado é pouco!

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Ar-condicionado todo cuidado é pouco!

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Com os termômetros passando habitualmente dos 30ºC, o alívio se resume a usar o ar-condicionado, principalmente quando se vive em grandes cidades, onde sombra e água fresca não são muito frequentes e não se tem um contato direto com a natureza. Com tanto concreto, não há como se obter uma sensação térmica agradável. Por enquanto, a melhor alternativa para suportar o clima tropical é o ambiente climatizado.

“O ar-condicionado não faz mal – desde que o aparelho não seja usado em excesso e esteja nas condições ideais de limpeza”, afirma Rafael Stelmach, pneumologista do Instituto do Coração (Incor). A questão não é o tempo de exposição a ele, mas sim a qualidade do ar circulante. “Ficar 24 horas por dia, sete dias por semana sob o ar-condicionado é prejudicial, mas não tão ruim quanto ficar apenas umas poucas horas sob um aparelho que não está funcionando de acordo com as normas”, relata. É típico desse sistema de refrigeração retirar a umidade do ar, e isso pode ressecar as vias aéreas. Mas, quando o aparelho está em más condições, as implicações para a saúde podem ser bem mais comprometedoras.

A limpeza completa do ar-condicionado – motor e todos os dutos – deve ser feita, em média, de 30 em 30 dias. Esse tempo pode variar, dependendo das condições de operação da máquina, do ambiente e do tipo de aparelho. No caso de automóveis, por exemplo, esse período pode se estender para uns seis meses, mas isso está relacionado ao ambiente por onde o veículo anda. “Se passar todos os dias por lugares com muita poeira, o prazo diminui”, diz Oswaldo Bueno, professor de pós-graduação em refrigeração e ar condicionado do Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo (SP).

Um ar-condicionado que opera de acordo com as normas retém parte das impurezas e renova o ar do ambiente, diluindo boa parte da concentração de odores e de dióxido de carbono. A falta de limpeza reduz a circulação do ar e pode inclusive provocar a emissão de maus cheiros. Esse é, por sinal, um dos modos para se identificar se um ar-condicionado está em más condições.

Sujo, o ar-condicionado tem até 5% de sua capacidade de refrigeração reduzida. Pode parecer pouco, mas ele ainda consome, em média, 20% a mais de energia elétrica que o normal. Isso porque a sujeira força o aparelho a precisar de temperaturas ainda mais baixas para refrigerar o ambiente – e, por isso, a consumir mais energia elétrica.